
Bom mesmo é deitar no teu peito
deixar a saudade ir.
Sentir teu cheirinho e gosto bom de que é meu.
Bom é esquecer por duas horas ao menos, cruéis
compromissos de prazos estourados.
Falar sem parar sobre fantasias e planos
Traçar linha colorida de uma vida à dois partilhada
E mesmo sem citar, lembrar do sofá
Bom é a sensação do agora, restos grudados ao corpo
de uma meia tarde gostosa.
E a certeza do amor, que não me deixa nunca mais.
Rebeca Thiellman.