terça-feira, 13 de julho de 2010





Palavras.

Que não sejam palavras favorecidas pelo vento,
Daquelas que cercam vãos momentos.
Palavras cheias de nada, com pontas afiadas.
Palavras que as traças alimentam, fartam.
Palavras de dores futuras, agudas, de mares em fúria.
Palavras de boca, tão longe da alma.
Não...
Palavras que sejam infinitamente,
O conforto e o todo.
No travesseiro o dorso.
Palavras de sono tranqüilo, amigo.
Palavras de raiz, que fiquem aqui.
Palavras que ecoam, soam, canções que não acabam.
Verdades, simplesmente.
Palavras de origem, as que sempre mostram,
Que flores de plástico não vivem.
Que sejam palavras sem buracos.
Sem planos friamente calculados.
Palavras de desejo, de força, luz e cor.
Palavras de querer, de fazer.
Palavras de fé.
Palavras sem dor, palavras de puro amor!

Rebeca O. Thiellman