quinta-feira, 21 de outubro de 2010





Para você, o amor é disciplinado?

O amor para mim, às vezes, parece gostar de facear, brincar pra não falhar, talvez, que hora se zanga, ora muito cínico está; por algum tempo some, por outros crava o pé, quando é melhor que se vá.
Não, ele não é disciplinado. Foge-me pelos dedos e, às vezes, se mascara, fingindo rostos e olhares. Outras vezes, fica tímido, me impedindo de o encontrar. Mas quando ele decide se esparramar, aí sim, sou eu quem não quero me disciplinar.
Não vem em pacotes convenientes, mas o que é inconveniente muda de lugar.
E daí se faz tudo, pra não deixar de amar.
Bom ou mal, é sempre o melhor lugar.
Sempre o melhor lugar!

Rebeca O. Thiellman

terça-feira, 13 de julho de 2010





Palavras.

Que não sejam palavras favorecidas pelo vento,
Daquelas que cercam vãos momentos.
Palavras cheias de nada, com pontas afiadas.
Palavras que as traças alimentam, fartam.
Palavras de dores futuras, agudas, de mares em fúria.
Palavras de boca, tão longe da alma.
Não...
Palavras que sejam infinitamente,
O conforto e o todo.
No travesseiro o dorso.
Palavras de sono tranqüilo, amigo.
Palavras de raiz, que fiquem aqui.
Palavras que ecoam, soam, canções que não acabam.
Verdades, simplesmente.
Palavras de origem, as que sempre mostram,
Que flores de plástico não vivem.
Que sejam palavras sem buracos.
Sem planos friamente calculados.
Palavras de desejo, de força, luz e cor.
Palavras de querer, de fazer.
Palavras de fé.
Palavras sem dor, palavras de puro amor!

Rebeca O. Thiellman

terça-feira, 25 de maio de 2010




"... Impressionavam-me os pés dos trabalhadores das fazendas de café. Pés que podem contar uma história, confundiam-se com as pedras e os espinhos. Pés sofridos com muitos e muitos quilômetros de marcha. Pés que só os santos têm. Sobre a terra, era difícil distingui-los, os pés e a terra tinham a mesma moldagem variada. Raros tinham dez dedos, pelo menos dez unhas. Pés que inspiravam piedade e respeito. Agarrados ao solo, eram como os alicerces, muitas vezes suportavam apenas um corpo franzino e doente. Pés cheios de nós que expressavam alguma coisa de força, terríveis e pacientes..."
(Cândido Portinari)

Que oposto (foto) .
Alguns gostam de ser burgueses, outros preferem os pés cheios de nós.
Importante msm é ter uma história pra contar, poder contar sem se envergonhar...
Mantenho uma admiração grande, na verdade é orgulho msm por esse povo trabalhador, povo brasileiro, os que sustentam de verdade a nossa terra. Eles não têm medo de sujar as unhas.
"Pés cheios de nós que expressavam alguma coisa de força, terríveis e pacientes"

. estes pés q me inspiram piedade e respeito, muito mais respeito !

Rebeca.

terça-feira, 16 de março de 2010



SOL DE AMAR

De onde é que salta essa voz tão risonha?!
Da chuva que teima, mas o céu rejeita.
Do medo, dos muros, da falta tristonha...
Mas, que o sol resgata, arde e deleita.

Meu pensamento em vc...
Fogo que queima na memória,
E acende o meu coração.

O sol que aquece minha vida, aviva,
Incendeia com chamas vivas de alegria,
Espalha cores pelo ar...
É o que me faz te amar.

Sol de mar azul, sol de quente ar,
Sol que faz terra rachar...
Orbita o lugar onde quero estar,
Meu sol particular.
Compensa minhas nuvens,
Me faz bem estar.

Ah meu sol... O que me faz sonhar.

Você, meu sol de amar!

Rebeca O. Thiellman

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Um vazio no peito.
Uma falta de vc.
Meu vicio imperfeito;
Meu maior prazer!

Existem vicios que nos levam a loucura...
Doce loucura é te querer.
Meus lábios pronunciam teu nome constantemente;
E inconstante é minha razão.
Tento então firmar os pés no chão;
Pois meu vôo é alto demais...

Que seja,
Não importa, o seu amor me traz liberdade!
E a loucura sempre será
Uma doce virtude;
Qualidade dos sábios!

Emoção sem razão...
Afinal,
O que faz pulsar mais forte um coração?

Rebeca O. Thiellman

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


364 Dias...

Um dia, o que eu não ouvi sua voz.

Um dia, que não acordei pois nem dormi,
Apenas esperei que a manhã chegasse.
Um dia, no qual meu coração ficou lento,
A respiração difícil.
Um dia, em que o vazio tomou conta de tudo.

O ano está incompleto... O dia só existe quando te tenho comigo de alguma forma.

Falta um, deixou de existir quando você deixou de fazer parte dele!
Só tenho o dia quando você me doa.

364 dias...

Rebeca O. Thiellman '

sábado, 9 de janeiro de 2010

Ver teus olhos antes de fechar os meus... Todos os dias!